Mudam-se os tempos, mas há coisas que não mudam com eles. E ainda bem. A Primavera continua tímida e Abril está quase no fim, mas Maio – o mês das noivas – está finalmente ao virar da esquina!
Com uma explicação mais histórica, científica ou religiosa, a verdade é que começamos a ter o atelier enfeitado com vestidos e peças mais ou menos compridos, com ou sem cauda, renda ou lantejoulas, bordados ou canutilhos, que tornam os nossos dias ainda mais mágicos. Porque fazer um vestido de noiva não é só fazê-lo ganhar vida, é fazer parte da celebração, do entusiasmo dos preparativos, da excitação do aproximar da data – para mim, é sempre (re)viver um dos dias mais especiais da minha vida.
A primeira vez que tive esta sensação, foi quando a Sofia casou. A Sofia, além de uma mulher linda e com um coração maior que ela própria, teve a generosidade de me confiar o vestido que usou no dia do seu casamento. E digo que foi a primeira vez, porque o vestido da Sofia nasceu, literalmente, todo nas minhas mãos e… uau, que glória, orgulho, nervosismo, excitação e alegria de o ver tomar forma!
A cerimónia decorreu em Setembro, mas começámos a trabalhar em Junho. A Sofia tinha já uma ideia do que queria, pelo que foi um processo muito orgânico e descomplicado até chegarmos a um plano de ação – definir o modelo final e escolher os tecidos.
O vestido da Sofia foi pensado para usar naquele dia, mas não exclusivamente; por isso, e apesar de parecer uma peça só, a Sofia usou um coordenado de saia em musselina off white e um corpete adornado com uma renda absolutamente maravilhosa.
Mas maravilhosa, mesmo, estava esta “minha” noiva. A primeira de várias, que são sempre a primeira, porque cada vez que nasce uma noiva, eu caso um bocadinho novamente. E adoro!